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TEATRO, TEATRO, TEATRO
São aproximadamente 8 horas de sono e 16 horas de incansável trabalho. Esta é a vida de grande paixão nas artes cênicas do Diretor, ator e dramaturgo, Edson Bueno. Gosta de não fazer nada, talvez porque tenha descendência de índio brasileiro, porem vive fazendo tudo. Se isto é defeito não se sabe, o que se sabe é que o fato de não saber dizer “não”, às vezes o torna prejudicado.
Bueno, quando não está lendo um de seus romances preferido, “O ANIMAL AGONIZANTE”, do Philip Roth, ou outros livros de teoria e ensaios, está dirigindo uma peça, ou escrevendo um roteiro, ou até mesmo contracenando. Quantas peças, quantos atores, quantos ensaios já se passaram na vida de um ser humano primoroso, os 53 anos de vida, dificulta a memória te tantos números á ser contados. Perfeito, tem que ser perfeito, ai de quem desafiar. Gente intransigente, mesquinha e egoísta não tem perdão. Ele bem que tenta, precisa ter mais paciência com este tipo de pessoas, mas não adianta.
É orgulhoso porque sabe que o sinal que recebeu aos oito anos de idade era a paixão da fantasia que estava nele. Foi no pátio do Grupo Escolar Nossa Senhora da Salete que Edson assistiu à primeira peça teatral. Era um espetáculo de teatro de bonecos, do Grupo "Teatro de Bonecos Dadá". A história falava de uma princesa loura que plantava uma margarida que crescia em pleno palco. Tinha o príncipe e tinha o bandido. Ele se encantou com a magia. Foi pra casa e com papel, tesoura e cola construiu o seu teatrinho de bonecos, recortando personagens de revistas, colando-os com palitos. Faz teatro porque a fantasia e o sonho fazem parte da sua realidade. Imagina se Sr. Waldomiro e Dona Ana estivessem vivos para se orgulharem do sucesso profissional do filho nos bastidores de um teatro. Sr. Waldomiro era motorista de caminhão e desejando melhores condições para o filho sonhava que Bueno fosse Desenhista Industrial.
Há meses atrás, celular toca em plena gravação de inserts. Edson sempre atende com a preocupação de que seja urgente e já com a idéia na cabeça de responder que retorna depois caso puder:
- Alô.
-Aloô!!!
- Por gentileza, Diretor. Edson Bueno?
- Pois não, é o próprio.
- Sr. Edson, através de diversas indicações e após ter acompanhado alguns de seus espetáculos, o Diretor de projetos da TV Globo, Valdemir Barreto, deseja marcar uma reunião.
- Tá, querida, pode adiantar o assunto?
- Posso informa-lhes apenas que é sobre proposta de emprego.
- Hum...........Tá! Deixe seu numero que volto a procurá-los.
Se Edson considera sua pessoa um ser tão impecável, porque não dá ouvidos á alguém que lhes faça subir aos átrios? Talvez porque Edson já está nos átrios dos palcos. Fama, dinheiro, idolatrias não é a gana dele. Luciane Lovanovtchi e Dimas Bueno são testemunhas do quanto Edson é esforçado, exigente, empolgante, contagiante. Os dois também já foram convidados para se tornarem artistas globais, porém o prazer que a fantasia do teatro transmite à Bueno os contagiou. A inspiração por Lala Schneider, Antonio Carlos Kraide, Gabriel Vilela, Antunes Filho, Gerald Thomas (no teatro) e Fellini, Hitchcock, Woody Allen, Truffaut (no cinema), apenas adoçam o cenário dele. Pode-se dizer que também o influenciou muito Freud, Reich e Lowen. Mas... e o "mas" é importante, Edson apenas tem inspirações pelos seus ídolos. Não quer ser um deles nem quer a sua aprovação. Ele estuda, busca, pensa, porém, mais importante é deixar a sua intuição fluir. Amo á todos, mas quando está criando nem se lembra deles.
Fazer teatro é festa, porque é o seu trabalho e o faz muito feliz, o que não quer dizer que, vez em quando, derrame umas boas lágrimas por ele. Emoção é bom e todo mundo gosta. Aos longos dos 25 anos de teatro Edson não foge do assunto: TEATRO! E não se importa por assunto sempre ser este, relaxa como se tivesse numa seção de terapia, se empolga como se fosse assistir a uma partida de futebol do time querido.
São aproximadamente 8 horas de sono e 16 horas de incansável trabalho. Esta é a vida de grande paixão nas artes cênicas do Diretor, ator e dramaturgo, Edson Bueno. Gosta de não fazer nada, talvez porque tenha descendência de índio brasileiro, porem vive fazendo tudo. Se isto é defeito não se sabe, o que se sabe é que o fato de não saber dizer “não”, às vezes o torna prejudicado.
Bueno, quando não está lendo um de seus romances preferido, “O ANIMAL AGONIZANTE”, do Philip Roth, ou outros livros de teoria e ensaios, está dirigindo uma peça, ou escrevendo um roteiro, ou até mesmo contracenando. Quantas peças, quantos atores, quantos ensaios já se passaram na vida de um ser humano primoroso, os 53 anos de vida, dificulta a memória te tantos números á ser contados. Perfeito, tem que ser perfeito, ai de quem desafiar. Gente intransigente, mesquinha e egoísta não tem perdão. Ele bem que tenta, precisa ter mais paciência com este tipo de pessoas, mas não adianta.
É orgulhoso porque sabe que o sinal que recebeu aos oito anos de idade era a paixão da fantasia que estava nele. Foi no pátio do Grupo Escolar Nossa Senhora da Salete que Edson assistiu à primeira peça teatral. Era um espetáculo de teatro de bonecos, do Grupo "Teatro de Bonecos Dadá". A história falava de uma princesa loura que plantava uma margarida que crescia em pleno palco. Tinha o príncipe e tinha o bandido. Ele se encantou com a magia. Foi pra casa e com papel, tesoura e cola construiu o seu teatrinho de bonecos, recortando personagens de revistas, colando-os com palitos. Faz teatro porque a fantasia e o sonho fazem parte da sua realidade. Imagina se Sr. Waldomiro e Dona Ana estivessem vivos para se orgulharem do sucesso profissional do filho nos bastidores de um teatro. Sr. Waldomiro era motorista de caminhão e desejando melhores condições para o filho sonhava que Bueno fosse Desenhista Industrial.
Há meses atrás, celular toca em plena gravação de inserts. Edson sempre atende com a preocupação de que seja urgente e já com a idéia na cabeça de responder que retorna depois caso puder:
- Alô.
-Aloô!!!
- Por gentileza, Diretor. Edson Bueno?
- Pois não, é o próprio.
- Sr. Edson, através de diversas indicações e após ter acompanhado alguns de seus espetáculos, o Diretor de projetos da TV Globo, Valdemir Barreto, deseja marcar uma reunião.
- Tá, querida, pode adiantar o assunto?
- Posso informa-lhes apenas que é sobre proposta de emprego.
- Hum...........Tá! Deixe seu numero que volto a procurá-los.
Se Edson considera sua pessoa um ser tão impecável, porque não dá ouvidos á alguém que lhes faça subir aos átrios? Talvez porque Edson já está nos átrios dos palcos. Fama, dinheiro, idolatrias não é a gana dele. Luciane Lovanovtchi e Dimas Bueno são testemunhas do quanto Edson é esforçado, exigente, empolgante, contagiante. Os dois também já foram convidados para se tornarem artistas globais, porém o prazer que a fantasia do teatro transmite à Bueno os contagiou. A inspiração por Lala Schneider, Antonio Carlos Kraide, Gabriel Vilela, Antunes Filho, Gerald Thomas (no teatro) e Fellini, Hitchcock, Woody Allen, Truffaut (no cinema), apenas adoçam o cenário dele. Pode-se dizer que também o influenciou muito Freud, Reich e Lowen. Mas... e o "mas" é importante, Edson apenas tem inspirações pelos seus ídolos. Não quer ser um deles nem quer a sua aprovação. Ele estuda, busca, pensa, porém, mais importante é deixar a sua intuição fluir. Amo á todos, mas quando está criando nem se lembra deles.
Fazer teatro é festa, porque é o seu trabalho e o faz muito feliz, o que não quer dizer que, vez em quando, derrame umas boas lágrimas por ele. Emoção é bom e todo mundo gosta. Aos longos dos 25 anos de teatro Edson não foge do assunto: TEATRO! E não se importa por assunto sempre ser este, relaxa como se tivesse numa seção de terapia, se empolga como se fosse assistir a uma partida de futebol do time querido.
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