quarta-feira, 7 de outubro de 2009

sábado, 29 de agosto de 2009

A SERPENTE


Projeto SESC Dramaturgia - Leituras em Cena (Paranaguá)
1º dia de ensaio, todos um pouco tímidos


Ensaio geral, a timidez ficou nas cochias.

Elenco: Tuani Miranda, Róger, Valéria (Fazendo sua estréia nos palcos)
Rogério Soares (Veterano de guerra), Sara Caroline (Outra estreiante e uma grata surpresa)


E finalmente...

A conclusão do trabalho.
Ah! Se querem saber onde estou, estou na direção e operando LUZ.

ANJO NEGRO



Projeto SESC Dramaturgia: Leituras em Cena. Paranaguá

Elenco: Amanda, Ana Paula Bessyman, Sueli Costa, Jorge Borba, Maicon e Julio Cristiano(Diretor).

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Os bastidores da Peça Romeu e Julieta

Os bastidores da Peça Romeu e Julieta

Esta em cartaz no Espaço Cultural Falec a peça Romeu e Julieta com direção e adaptação de Edson Bueno. Fomos conferir pessoalmente seus bastidores e todo passo a passo para elaboração de uma peça teatral. Edson Bueno, diretor, ator e dramaturgo, foram convidados para adaptar e dirigir a peça. Ele é responsável pela escolha de todo elenco, conta com ajuda de muitos profissionais como: sonoplasta, iluminador, contra-regras, figurinistas, além do produtor gráfico e assessor de imprensa. A maquiagem geralmente fica por conta do ator. Para selecionar os atores, Edson já sabe qual papel será perfeito para o escolhido, pois é muito exigente no desempenho do personagem.
Os atores ensaiam em media quatro horas por dia, sete dias por semana, sempre na casa de um dos atores ou até mesmo do próprio diretor. Quando faltam apenas uns dez dias para a estréia, os atores vestem seus figurinos e iniciam os ensaios no cenário definido.
Dimas Bueno e Tatiane Lovanovitchi namoram há três anos e atuam como par romântico nesta peça. Tanto na vida real como na ficção, o relacionamento do casal sobe diariamente ao palco, porem Luciane assume ser difícil. “Nem sempre é fácil contracenar com o namorado, é mais difícil do que se possa imaginar, todo mundo acha que facilita porem é o contrario. Na estréia por exemplo nos tínhamos discutido, aí subi no palco: como olhar doce? Como beijar com vontade? Se na realidade o que estou sentindo é o oposto...”
Antes de ser ator, Dimas estudou Direito e chegou a ser Assessor do Desembargador do Tribunal de Justiça, como estudava cinema paralelamente, descobriu seu talento pelas artes cênicas e decidiu assumir de vez a profissão. Ele afirma que para ser ator, é necessário ter vocação porque apenas vontade é pouco.
No dia da estréia toda a equipe de produção fica em estado de tensão. O Diretor Edson Bueno comenta que em qualquer estréia por mais bem montada e ensaiada que tenha sido, a sensação é de medo. “Medo de errar, medo de não sair como planejado, medo da reação do público...” Comenta Edson. “Ao final da apresentação vem o relaxamento”...Suspira Luciane.
A peça Romeu e Julieta continua em cartaz até dia 31 de maio, de Quinta a Domingo ás 21 horas.

Perfil de Edson Bueno


TEATRO, TEATRO, TEATRO

São aproximadamente 8 horas de sono e 16 horas de incansável trabalho. Esta é a vida de grande paixão nas artes cênicas do Diretor, ator e dramaturgo, Edson Bueno. Gosta de não fazer nada, talvez porque tenha descendência de índio brasileiro, porem vive fazendo tudo. Se isto é defeito não se sabe, o que se sabe é que o fato de não saber dizer “não”, às vezes o torna prejudicado.
Bueno, quando não está lendo um de seus romances preferido, “O ANIMAL AGONIZANTE”, do Philip Roth, ou outros livros de teoria e ensaios, está dirigindo uma peça, ou escrevendo um roteiro, ou até mesmo contracenando. Quantas peças, quantos atores, quantos ensaios já se passaram na vida de um ser humano primoroso, os 53 anos de vida, dificulta a memória te tantos números á ser contados. Perfeito, tem que ser perfeito, ai de quem desafiar. Gente intransigente, mesquinha e egoísta não tem perdão. Ele bem que tenta, precisa ter mais paciência com este tipo de pessoas, mas não adianta.
É orgulhoso porque sabe que o sinal que recebeu aos oito anos de idade era a paixão da fantasia que estava nele. Foi no pátio do Grupo Escolar Nossa Senhora da Salete que Edson assistiu à primeira peça teatral. Era um espetáculo de teatro de bonecos, do Grupo "Teatro de Bonecos Dadá". A história falava de uma princesa loura que plantava uma margarida que crescia em pleno palco. Tinha o príncipe e tinha o bandido. Ele se encantou com a magia. Foi pra casa e com papel, tesoura e cola construiu o seu teatrinho de bonecos, recortando personagens de revistas, colando-os com palitos. Faz teatro porque a fantasia e o sonho fazem parte da sua realidade. Imagina se Sr. Waldomiro e Dona Ana estivessem vivos para se orgulharem do sucesso profissional do filho nos bastidores de um teatro. Sr. Waldomiro era motorista de caminhão e desejando melhores condições para o filho sonhava que Bueno fosse Desenhista Industrial.
Há meses atrás, celular toca em plena gravação de inserts. Edson sempre atende com a preocupação de que seja urgente e já com a idéia na cabeça de responder que retorna depois caso puder:
- Alô.
-Aloô!!!
- Por gentileza, Diretor. Edson Bueno?
- Pois não, é o próprio.
- Sr. Edson, através de diversas indicações e após ter acompanhado alguns de seus espetáculos, o Diretor de projetos da TV Globo, Valdemir Barreto, deseja marcar uma reunião.
- Tá, querida, pode adiantar o assunto?
- Posso informa-lhes apenas que é sobre proposta de emprego.
- Hum...........Tá! Deixe seu numero que volto a procurá-los.
Se Edson considera sua pessoa um ser tão impecável, porque não dá ouvidos á alguém que lhes faça subir aos átrios? Talvez porque Edson já está nos átrios dos palcos. Fama, dinheiro, idolatrias não é a gana dele. Luciane Lovanovtchi e Dimas Bueno são testemunhas do quanto Edson é esforçado, exigente, empolgante, contagiante. Os dois também já foram convidados para se tornarem artistas globais, porém o prazer que a fantasia do teatro transmite à Bueno os contagiou. A inspiração por Lala Schneider, Antonio Carlos Kraide, Gabriel Vilela, Antunes Filho, Gerald Thomas (no teatro) e Fellini, Hitchcock, Woody Allen, Truffaut (no cinema), apenas adoçam o cenário dele. Pode-se dizer que também o influenciou muito Freud, Reich e Lowen. Mas... e o "mas" é importante, Edson apenas tem inspirações pelos seus ídolos. Não quer ser um deles nem quer a sua aprovação. Ele estuda, busca, pensa, porém, mais importante é deixar a sua intuição fluir. Amo á todos, mas quando está criando nem se lembra deles.
Fazer teatro é festa, porque é o seu trabalho e o faz muito feliz, o que não quer dizer que, vez em quando, derrame umas boas lágrimas por ele. Emoção é bom e todo mundo gosta. Aos longos dos 25 anos de teatro Edson não foge do assunto: TEATRO! E não se importa por assunto sempre ser este, relaxa como se tivesse numa seção de terapia, se empolga como se fosse assistir a uma partida de futebol do time querido.







Entrevista com Luiz Rebinski Júnior

ENTREVISTA
Um dos expoentes desta tendência jornalística é Luiz Rebinski Júnior, escritor, crítico de cultura da revista digital Brasileiros e colaborador de sites culturais como Bestiário, Rabisco, Rascunho e Digestivo Cultural, e que em sua entrevista nos concede um pouco do seu conhecimento sobre esta nova realidade:
1 - Qual o conceito de cultura para os veículos de mídia e jornais atualmente?
R - Há muito tempo que o conceito de “cultura” deixou de se referir apenas ao que é produzido por artistas nas mais diferentes vertentes da arte. Há pelo menos 30 anos, o jornalismo cultural brasileiro abandonou a postura acadêmica sisuda e hermética, que tinha quando nomes como Antonio Cândido (na literatura) e Paulo Emílio Salles Gomes (no cinema) dominavam o debate sobre cultura no país. Um tempo em que o crítico era uma espécie de entidade divina, que não poderia ser contestado. Quantos comentadores de cinema, literatura ou artes plásticas existem hoje? Sem contar que o leitor pode dialogar, contestar, discordar de quem comenta algo. É claro que essa mudança tem dois lados: se antes o debate cultural era feito para dentro, apenas para um círculo restrito de abnegados, hoje, bem mais acessível e aberto, o jornalismo cultural, principalmente dos jornais, não consegue romper a barreira do agendamento, que pauta grande parte dos suplementos. Os jornais ficaram reféns dos lançamentos, vernissage e pré-estréias. O debate mais aprofundado ficou restrito a veículos especializados e revistas onde se pode investir – tempo e dinheiro – em pautas menos fugazes. Em resumo, ainda estamos em um momento em que os cadernos de cultura estão se adaptando a um novo modelo, que a chegada da Internet impôs. O problema é que ninguém sabe qual é esse modelo.
2 - Quais são os meios de comunicação que mais se adaptaram a este novo modelo?
R - A Folha de São Paulo é exemplo de contraponto a esse jornalismo antigo. No caderno você não encontra apenas resenhas de livros, filmes e peças teatrais. Há ali debate sobre temas da sociologia, economia, antropologia, temas acadêmicos, mas também textos leves sobre cultura pop, por exemplo. Um caderno sério, de qualidade, mas que não se restringe aos temas “culturais”, como um leigo poderia definir. Já a Ilustrada, que nos anos 80 foi o principal caderno de cultura do país, vive uma outra situação. É um caderno que está imerso na crise de identidade que abate não só os cadernos culturais, mas todo o jornalismo diário impresso. A Ilustrada, mas não só ela, ainda não sabe que caminho seguir diante da influência cada vez maior da Internet. O fato é que não pode querer competir com a Internet, precisa achar um outro caminho para conquistar um público que não está acostumado a ler jornal, a ir à banca comprar a Folha só para ver o que o Inácio Araújo achou do último Tarantino. O que, em minha opinião, é ruim, péssimo. Se os jornais sumirem, o povo vai ficar mais desinformado, para dizer o mínimo. Mesmo com todo oba-oba da web, a Internet ainda não dá dinheiro para os meios de comunicação. Um site não sustenta uma redação. Então temos um senhor problema.
3 - Qual o papel da Internet para o jornalismo cultural?
R - Há milhões de sites falando sobre cultura. Qualquer piá que vai ao cinema com a namorada pode fazer um blog e escrever sobre a experiência que teve. O problema é que essa abundância de informação só serve para deixar em evidência o que é bom e o que é meia-boca. O site do New York Times é o mais acessado do mundo, até pouco tempo superava o número de acessos do Twitter nos Estados Unidos. É claro, o NYT é muito acessado porque é bom, tem um banco de dados fabuloso e mantém uma redação com mais de 1300 jornalistas, espalhados pelo mundo todo. O que você quer ler? O gordinho que foi ao cinema com a namorada, ou a cobertura de Cannes do NYT? Mas veja, não seria nem louco de dizer que a internet só produz isso, mas é fato que jornalismo de qualidade, seja cultural ou não, custa caro. E não só isso: requer dedicação, disciplina, ética etc. É ótimo que hoje nós não temos apenas a Folha, o Estadão ou a nossa Gazeta do Povo para buscarmos informação.

4 - Como os veículos impressos estão se atualizando com o advento da internet?
R - Como falei acima, acho que eles ainda não sabem como lidar com o crescimento da internet, com a perda de leitores e com as receitas em queda. Os sites dos jornais tentam se aproximar desse público pouco afeito ao papel, mas ainda não acharam a fórmula ideal. Em termos práticos, o jornalista hoje está muito mais versátil: ele fotografa, grava podcast e fala no vídeo. Mas isso não é o ponto nevrálgico da questão. O papel não tem a mesma versatilidade e rapidez da internet, por isso não pode competir nesses termos com ela. O jornal impresso caminha muito mais para a análise do que para o furo. O furo vai ficar com a internet, ao que parece. Ao jornal, restará a investigação e a análise aprofundada dos temas, o que não é pouco. No jornalismo cultural, talvez isso esteja mais evidente. Os roteiros e guias de cinema você encontra na internet. Mas para textos de maior fôlego, você ainda recorre às revistas e suplementos de cultura. Você conhece algum site que publique textos com a mesma qualidade dos que saem em revistas como piauí, Vanity Fair, The Economist e New Yorker?
5 - Para o profissional de jornalismo, quais são as ferramentas que ele deve utilizar para se atualizar e poder atuar em jornalismo tanto impresso como digital?
R- Sinceramente acho uma falácia essa história de jornalismo de web. Jornalismo é jornalismo em qualquer meio. Tirando alguns detalhes de edição, o trabalho é absolutamente o mesmo do impresso. Se você quer fazer algo de qualidade, é preciso ir atrás de fontes bacanas, fazer uma pesquisa profunda (que você não consegue fazer acessando apenas o google!) e ser bom naquilo que escreve. Entender do assunto. Mas, como falei lá atrás, o jornalista precisa ser mais plural e versátil, por conta das novas tecnologias.


terça-feira, 19 de maio de 2009

DICA para quem vai começar.

O que fazer para conseguir montar um espetáculo.
ONDE REGISTRAR a sua peça : Biblioteca Nacional, onde se registram as peças: http://www.bn.br/portal/?nu_pagina=28
Depois vem à busca por recursos financeiros, é a hora de entrar nas leis- Ministério da Cultura – tudo sobre as leis: http://www.cultura.gov.br/site/categoria/apoio-a-projetos/
Mas para ter estes recursos você precisa saber quanto vai gastar com a montagem e divulgação, então é hora do produtor entrar em cena, caso não tenha o produtor, ir por conta própria fazer os orçamentos, de locação de teatro, cenário, figurino, cachê para os atores, em fim tudo que achar necessário e que irá precisar.
Em seguida ou juntamente começa propriamente dito As Oficinas Culturais, que são nelas que a peça vai ser levantada, onde começam as leituras, os ensaios, teatros disponíveis mas, como fazer isso, resposta: http://www.fccdigital.com.br/